O primeiro encontro entre o papado e o cinema é o centro do livro de Gianluca della Maggiore, "Primeiras imagens de Leão XIII. Vaticano, Biografia e Lumière", que trata em particular da história controversa das imagens cinematográficas do Papa Leão XIII. Foi a primeira vez que um Pontífice esteve diante da câmera, mas a história, como foi contada até hoje, é marcada por uma verdadeira "falsificação".
Com base em extensa documentação e rigoroso trabalho filológico realizado nos documentos dos arquivos vaticanos, a pesquisa revela que as primeiras "imagens" não foram feitas em 1896 pelos irmãos Lumière, por meio de seu agente na Itália, Vittorio Calcina. Elas devem, ao invés, ser atribuídas a William Kennedy Laurie Dickson, que as produziu em 1898 para a American Mutoscope and Biograph Company.