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Relator diz que papel do voto impresso é trazer 'pacificação social'

2025-06-21 0 Dailymotion

O deputado federal Filipe Barros (PSL-PR), relator da PEC do Voto Impresso, disse que o papel do voto impresso é trazer "pacificação social".

"O papel do voto impresso, o papel das recontagens, é permitir que haja uma pacificação social", disse Barros, em entrevista ao O Antagonista.

"Se lá na frente, no ano que vem, algum dos candidatos alegar que houve fraude nas eleições, o que a gente faz? Absolutamente nada, porque não tem como você provar que teve fraude nem como você provar que não teve fraude".

Como sabemos, o presidente Bolsonaro diz, sem provas, que houve fraude na eleição de 2018, e já disse várias vezes que haverá fraude na eleição de 2022.

Barros foi questionado sobre a invasão do Capitólio nos EUA, ocorrida por incitação de Donald Trump em 6 de janeiro, depois (e não antes) das recontagens em vários estados americanos. Para ele, as recontagens "pacificaram" o resultado da eleição "para grande parte da sociedade, mesmo que um pequeno grupo" não tenha aceitado.

Na entrevista, Barros também disse que a reunião de presidentes de 11 partidos fechando um acordo contra o voto impresso reduziu as chances de a PEC seguir adiante.

"Antes estava um clima muito tranquilo para a aprovação, e após essa reunião de fato mudou o cenário".

Barros apresentou seu parecer na segunda-feira (28). A justificativa do texto prevê uma adoção gradual do voto impresso, e a parte substantiva dá a entender que vão conviver urnas eletrônicas tradicionais e aquelas dotadas de impressora dos registros de voto. Porém, o texto não traz um cronograma ou previsão de quantas urnas serão dotadas desse equipamento.

Na entrevista, Barros justificou essa lacuna: "Eu não tenho condição de avocar (chamar) para a Câmara dos Deputados uma decisão que é técnica, que não é nossa". Essa decisão sobre quantidades, portanto, ficaria a cargo do TSE.

Barros acrescentou que tenha chegar a um "caminho do meio" na busca da aprovação da proposta, já que a autora da PEC, Bia Kicis, disse exigir 100% das urnas com voto impresso.

O deputado também explicou na entrevista porque propôs que os registros impressos de voto sejam somados eletronicamente (isso mesmo).

"Um dos problemas, uma das preocupações sempre colocadas pelos técnicos da TSE (...) é a questão da preocupação com o transporte e custódia das cédulas no período posterior às eleições", disse Barros. "Para solucionar essa preocupação é que nós então copiamos o modelo que os outros países que adotam as urnas de segunda geração adotam. Eles fazem a apuração imediatamente após o pleito nas seções eleitorais".
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