Fernando Haddad, ex-ministro do PT e candidato do partido nas eleições para governador em São Paulo, disse que a aliança entre Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), para as eleições deste ano, teve como principal estopim os quatro anos de governo Jair Bolsonaro.
Em sabatina promovia por veículos do grupo Globo nesta quarta-feira (17), Haddad defendeu a união dos dois ex-concorrentes em 2006 para buscar a vitória petista neste ano.
“Há um ano atrás, não era óbvio para ninguém que Lula e Alckmin pudessem estar na mesma chapa”, disse Haddad. “Entre uma coisa e outra aconteceu o Bolsonaro. Se não tivesse acontecido o Bolsonaro, talvez nós tivéssemos naquela boa alternância de poder PT-PSDB, que estava precisando dar uma chacoalhada mesmo, mas não essa de um extremista completamente desqualificado assumir a Presidência e colocar o país em risco.”
Haddad evitou criticar o ex-governador de São Paulo por quatro mandatos e um antigo bastião tucano no estado. Ele se limitou a dizer que o ex-governador “fez um gesto muito importante” ao abrir mão da candidatura em São Paulo em troca do apoio ao petista.
“Tenho mais de 10 anos de relação pessoal com ele – indiretamente há 20, porque eu conheci o Gabriel Chalita [então secretário de Educação de Alckmin] em 2004, quando eu era secretário-executivo do MEC”, disse o ex-prefeito de São Paulo. “Eu não tenho que demonstrar coisas que são públicas.”
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