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Entenda a relação entre Acorde e Escala (Por que a Melodia depende do Modo)

2026-01-23 1 Dailymotion

Entenda a relação entre Acorde e Escala (Por que a Melodia depende do Modo)

As "melodias" deverão sempre ser associadas aos intervalos dos modos formados sobre os mesmos graus dos acordes que a acompanham em dado momento.
Daí, a necessidade de ter devidamente relacionados, em toda a extensão do braço e nos cinco modelos da escala maior, por intervalos, os modos, neste caso, por se tratar do campo harmônico maior, naturais (mesmo que o seu objetivo não seja a "improvisação melódica").
Por exemplo, se estivermos utilizando somente acordes do campo harmônico maior em dó, para acompanhar uma melodia, igualmente baseada nas notas dessa escala, você deverá relacionar:
Os intervalos da melodia acompanhada por C (I) aos intervalos do modo Jônio em dó (T 9 3 4 5 6 7M)
Os intervalos da melodia acompanhada por Dm (IIm) aos intervalos do modo Dórico em ré (T 9 3m 4 5 6 7)
Os intervalos da melodia acompanhada por Em (IIIm) aos intervalos do modo Frígio em mi (T b9 3m 4 5 b6 7)
Os intervalos da melodia acompanhada por F (IV) aos intervalos do modo Lídio em fá (T 9 3 #4 5 6 7M)
Os intervalos da melodia acompanhada por V (V) aos intervalos do modo Mixolídio em sol (T 9 3 4 5 6 7)
Os intervalos da melodia acompanhada por Am (VIm) aos intervalos do modo Eólio em lá (T 9 3m 4 5 b6 7)
Os intervalos da melodia acompanhada por Bm(b5) [ VIIm(b5) ] aos intervalos do modo Lócrio em si (T b9 3m 4 b5 b6 7)

A importância dos modos no estudo da harmonia pode ser comprovada e verificada em diversos livros sobre o assunto, sejam eles direcionados à estética tradicional ou popular. Alguns trechos a seguir:

1) Schoenberg, Arnold - Funções Estruturais da Harmonia - Capítulo 3 - Alterações e regiões - Origem das alterações. Na pág. 33 ele escreveu:
"Assim como as notas alteradas da escala menor são provenientes do modo Eólio, muitas outras alterações derivam-se dos demais modos. Elas podem pertencer a uma escala ascendente - tais como as sensíveis (sétimas) artificiais no Dórico, no Mixolídio, no Eólio e, ocasionalmente, também no Frígio - ou a uma escala descendente - como a sexta menor no Dórico e a quarta justa no Lídio"...

2) Koellreutter, H. J. - Harmonia Funcional - Introdução à teoria das funções harmônicas - Quarta Lei Tonal - Dilatação da tonalidade. Na pág. 32 ele escreveu:
"Os modos menores, Eólio e Dório, geram os seguintes acordes novos: 1) O menor eólio gera um acorde de *dominante menor e seus acordes vizinhos de terça (relativo maior da dominante menor e anti-relativo maior da dominante menor). 2) O menor dório gera um acorde de subdominante maior e seus acordes vizinhos de terça (relativo menor da subdominante maior e anti-relativo menor da subdominante maior)"...
* O termo "dominante menor", utilizado pelo professor Koellretter nesse texto, é, meramente, alusivo ao fato dessa tríade menor ser formada sobre o V grau da escala. Funcionalmente não será. Uma "verdadeira" função dominante deverá ter a terça maior.